quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OK EU ME RENDO!

 

Então me rendi aos encantos do Botox! Minha auto estima, sempre ela aff, andava meio pra baixo. Precisava de um up, quando surgiu a oportunidade de rejuvenecimento sem esforço. Fui lá!
Não posso escrever que estava morrendo de medo, pois uma vez tatuada, a relação com agulhas melhora ou piora de vez. Como tenho 4 tatuagens, vê-se que é um caso de amor. Mas daí a furar a testa e o olho, muda um pouquinho, não é mesmo? Resumindo, estava apavorada!
Chamar uma amiga cheia de coragem já foi um bom começo, até porque, como ela teria que trabalhar após a sessão, iria primeiro e eu observaria sua reação. Caso fosse negra, eu daria uma deculpa, uma dor de barriga, uma síncope sei lá e sairia corredo dali. Não funcionou! Me intimaram a ir primeiro! Eu tive alguma muita sorte. Primeiro porque as fotos foram muito divertidas, é bem legal tirar uma foto antes (feia) e daqui a uns dias outra (bem melhor... mais jovem.. mais sexy... mais magra, ops, calma!), eu só lembrava da minha filha perguntando se eu fazia caretas assim pela rua. Yes I do! Depois, porque o Dr Tarcísio, tem uma mão super levinha, é atencioso, um fofo! Ainda teve a Dra Simone segurando minha mão para que não doesse! Sim, sou uma pessoa de sorte! Na verdade, não doeu. Só um pouquinho no cantinho inferior dos olhos. Lembrei da minha professora de ballet, que já me dizia aos 8 anos de idade que para ficar bonita, tem que doer, isso enquanto prendia vários grampos no coque do cabelo repuxado! Me fazia chorar, mas aprendi. Estou doida pra ver o resultado final, mas demora uma semana. Como o ego não sabe disso, saí de lá me sentindo a Julia Roberts, já estou me sentindo linda e jovem.
Algumas pessoas dizem que não vão fazer plástica ou tratamentos de beleza nunca, que envelhecer "faz parte", mas eu sim sou adepta, a idade pesa, um dia chega, mas eu posso tentar ajudar à não atrapalhar muito. Acho que não custa dar uma forcinha a beleza que Deus criou. Creio ser legal me cuidar, poxa, eu cuido dos outros o tempo todo... Quero estar bonita para mim e para os outros. Me rendi e não me arrependo.
A auto estima? "Vixe" tá la em cima!

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domingo, 26 de setembro de 2010

Regra Três


Sim amigos, tem pessoas que abusam. Adotam nossas carências, entram em nossa vida, fazem uma reviravolta, um estrago danado! Em troca, dedicamos o que de mais puro existe em nós. Não sei quanto a vocês, mas o meu investimento emocional é enorme. Não sei amar pela metade. Me atiro de cabeça e normalmente me arraso. Invisto no parceiro sem pensar nas consequências. Gosto de amores impossíveis e platônicos, a ausência me fascina e quanto mais difícil o desafio mais me entrego e me apaixono. Porém, ninguém ama por dois, pra dois. Chega uma hora que tem de haver um feed back. Eu preciso me sentir amada, protegida e mimada, senão.... dança. As luzes se acendem e acaba o espetáculo. Pois é acabou! Mas deixo o espaço por lá, quem sabe um dia, não é mesmo?

sábado, 25 de setembro de 2010

Caminhos

Meu caminho eu mesma faço.Conheço as estradas por onde devo trilhar. Não quero que você me diga onde nem quando. Só lhe peço que caminhe a meu lado!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

DUAS BOLAS POR FAVOR!

 

Duas bolas, por favor - Danuza Leão


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.

OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago .
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

INVEJA

 

INVEJA

Enfim o último pecado. Está na essência feminina ser invejosa e o mundo magro e capitalista que vivemos contribui muito para isso. Quem não queria ter o corpo da Luiza Brunet, o cabelo da Guilhermina Guinle, as roupas da personagem da Cristiane Torloni na novela Ti ti ti. O carro que estaciona sozinho. E tantas outras coisas que o dinheiro pode comprar, desde que seja muito e que não esteja a seu alcance. Um namorado, lindo, atencioso, sexy e rico que só as suas amigas conseguem arranjar e nunca vão confessar que tem mal hálito ou roncam, só para lhe deixar com inveja! Ah que bom seria se o querer tivesse fim, acabaria com o pecado. Gosto muito da expressão “inveja branca”, não sei quem a inventou, mas que atenua, atenua! É uma maneira carinhosa de dizer: ai como eu queria isso pra mim, mas estou feliz por você... mentira! Você até pode não colocar olho gordo e desejar que o bem se acabe, ou que as pernas fiquem tortas, mas queria sim estar no lugar da outra. Desejar e maldizer tem uma diferença enorme! Não porque tenho inveja outras pessoas, que quero o mal delas ou queria ser elas, porque não tenho um fogão inox, desejo que o seu exploda. Por favor! Sou invejosa sim, mas saudável! Pensando bem a inveja existe porque procuramos sempre alguma coisa para preenchermos espaços vazios e isso acaba se projetando em expectativas materiais. Está ligada a autoestima e nas formas em que vemos o mundo. Eu sou feliz como estou e como sou, podia melhorar? Podia! Esta bom assim, sou feliz assim! Mas aqui entre nós, o carro que estaciona sozinho, ai ai....que inveja!.
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AVAREZA

 

AVAREZA

Não me considero avarenta pelo menos no que diz respeito a dinheiro. Gasto tudo que ganho, sem pena! Gosto de comer bem, de roupa legal, de tomar coca-cola em vez de água! Gosto de tardes no shopping e mac donald´s. Nem que para tudo isso, conte moeda no fim do mês. Acho que até deveria ser mais responsável, ter uma poupança, uma reserva, entrar menos no cheque especial, mas enfim, sou assim meio perdulária, diria. Meu pecado avarento começa com apego que tenho às minhas coisas. Limpeza de armário é um tormento. Sempre quero que tudo fique ali como está, mas as vezes não dá para fechar a porta, ai é hora de doar, mas é muito doloroso. Sim, sou realmente apegada! Odeio que peguem minhas coisas, e, morro de raiva se pegar sem avisar. Sou egoísta sim! Não gosto de desleixo, acho que todos devam tratar bem aquilo que esta em nossa volta, em nossa casa, e as vezes fico triste até com o Pedro, que embora só tenha 2 anos e não sabe bem o que faz, arranha seus carrinhos pelos móveis. Se ser egoísta é ser avarento, inclusive em relações pessoais, como li na wikipedia, confesso-me pecadora. Sou egoísta até com as minhas filhas. Não gosto de dividi-las com ninguém, nem com amigos, nem com namorados. Meu neto então nem pensar! No fundo morro de ciúmes, era como eu costumava chamar esse sentimento... hoje sei que tem outro nome, mas elejo aqui o 8° pecado – CIÚME! E sobre isso eu escrevo depois!
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ORGULHO

 

ORGULHO
Esse pecado já deu muito o que falar em minha vida. Talvez de todos eles seja o mais doloroso, afinal, andar pelos seus caminhos se resume a aprender pelo mais difícil. Sempre fui muito orgulhosa por motivos tolos. Nas brigas dificilmente volto atrás, mesmo estando errada, tenho uma dificuldade enorme em pedir desculpas. Não peço ajuda, mesmo em momentos ruins. Não compartilho problemas tão pouco sonhos. Já terminei relacionamentos bons, por não dar o braço a torcer, por não ceder, nem perdoar. Só não me acho melhor do que ninguém, o que creio, amenize o pecado. Mas também não me acho pior. Profissionalmente me empenho para fazer o melhor. Me orgulho mesmo em chegar onde estou, foi fruto da minha dedicação, do meu esforço, mas talvez estivesse melhor se não fosse minha falta de humildade, olha o orgulho aí outra vez! Detesto gente burra e incapaz, acho que todo mundo se empenhar. Não me acho linda, mas sei que não sou feia. Tenho orgulho das minhas pernas e do meu abdome, principalmente agora depois da cirurgia, mas acho que isso é vaidade, e como sou mulher, nem é pecado.
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