terça-feira, 5 de abril de 2011

EXPERIÊNCIA


 Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
 Já me queimei brincando com vela.
 Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
 Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
 Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
 Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
 Já passei trote por telefone.
 Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
 Já roubei beijo.
 Já confundi sentimentos.
 Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
 Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
 Já me cortei fazendo a barba apressado.
 Já chorei ouvindo música no ônibus.
 Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
 Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
 Já subi em árvore pra roubar fruta.
 Já caí da escada de bunda.
 Já fiz juras eternas.
 Já escrevi no muro da escola.
 Já chorei sentado no chão do banheiro.
 Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
 Já corri pra não deixar alguém chorando.
 Já fiquei sozinho no mei o de mil pessoas sentindo falta de uma só.
 Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
 Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
 Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
 Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
 Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
 Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
 Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
 Já apostei em correr descalço na rua,
 Já gritei de felicidade,
 Já roubei rosas num enorme jardim.
 Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
 Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
 Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
 Foram tantas coisas feitas..
 Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
 
 E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
 'Qual sua experiência?' .
 Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência.. .experiência. ..
 Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
 Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
 Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta
 pergunta: Experiência? "Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"

quarta-feira, 2 de março de 2011

TEMPESTADES!



Viver não é esperar a tempestade passar .... é aprender a dançar na chuva!

MÃE NÃO ERRA!



Mãe é Mãe. 
O rapaz chega em casa muito animado e diz para sua mãe que se apaixonou e quer se casar. 

A mãe inicia uma série de perguntas e ele faz a seguinte proposição: 
Mãe, por brincadeira, vou trazer aqui amanhã três mulheres e você irá tentar adivinhar com qual delas eu irei me casar. 

A mãe acaba por concordar com o teste. 

No dia seguinte, ele traz à sua casa três mulheres lindíssimas. 
Elas sentam-se no sofá e ficam conversando com a mãe do rapaz durante um bom tempo. 

Depois de horas de conversa entre elas, o rapaz chega e pergunta: 
Então mãe, você é capaz de adivinhar com qual eu vou me casar? 

A mãe responde imediatamente: 
Com a do meio. 

O rapaz fica surpreso e pergunta: 
É incrível mãe. 
Você acertou! 
Mas como é que adivinhou? 


A mãe responde: 
Não gostei dela...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

SER CHIQUE SEMPRE



Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da
vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou
closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, 
mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas,
nem por seus imensos decotes e
nem precisa contar vantagens,
mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto,
não fazer perguntas ou insinuações inoportunas,
nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às
pessoas que estão no elevador.
É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e
prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra,
ser grato a quem o ajuda,
correto com quem você se relaciona
e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, 
ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo,
de  se lembrar sempre de o quão breve é a vida
e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar,
na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor,
não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar
e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz! 

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos! 

Glória Kalil

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sua bunda está mole???



 

Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações. 


Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.  

No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.  

Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.  

Pensou se abdomem definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.  

Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.  

Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.  

Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.  

Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.  

Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!  

Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.  

Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.  

Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.  

Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio.  

Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.  

Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:    

- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..  

Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!  

Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!  

Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.  

Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...   

Resolveu agir com sabedoria.  

No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas.  

De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.  

E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.  

Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela havia sumido.  
Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele. 

A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.  

Um beijo da preguiçosa... 

(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Espelho da alma!




O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possivel comunicar as aflições. 
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói. 
O corpo engorda quando a insatisfação aperta. 
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. 
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. 
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo apresiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
                                      Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória… Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!!